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A Arte de Ser Pavão | Textos

Para quem não sabe, o pavão é uma ave de difícil manejo, logo, é preciso ter tato e certos cuidados para cuidá-lo.

Certa vez ouvi dizer que eu parecia um pavão. Que eu fazia certas coisas para aparecer.

Fiquei muito ofendida ao ouvir isso mas, ao longo do dia, tive tempo para pensar a respeito.

Existe animal mais lindo? Ok, pode até existir o tigre, o leão com toda sua aura majestosa.

Mas, vamos voltar ao pavão. Ele é lindo por natureza e não precisa de nada para orná-lo além de existir! Dizendo isso, não quero dizer que sou linda (me entendam), há gosto para tudo e tem quem não goste de mim, tem quem me ache feia, desinteressante, sem voz, gorda, fria… e blá, blá, blá…

O que seria do azul se todos gostassem do amarelo, não é mesmo?! Então, refleti sobre o tal pavão. E cheguei à seguinte conclusão: desculpa, mas eu chego! Desculpa, eu sou feliz e minha felicidade é assim, com toda a explosão de cores e com toda a magnitude de ser, simplesmente, EU!

E quer saber? Gosto de ser exatamente assim. Enquanto muitos me admiram pela minha alegria, simpatia, felicidade que chega derrubando portas sem pedir licença, tem os que se incomodam com isso e tentam, de certa forma, me ofender, às vezes até mesmo sem querer.

Ano passado, ao passar por um problema de saúde, andava muito tristinha, pra baixo e minha mãe me disse, olhando nos meus olhos: -“Não deixe que nada nessa vida tire a sua alegria, esse seu sorrisão que a todos ilumina”. E levarei isso por toda a minha vida. Nada e nem ninguém tirará o meu brilho. Sim, ele existe e não vou ser mais uma luzinha apagada castrada pela sociedade, pelas pessoas, pela vida.

Percalços, todos tem. Momentos de alegria, tristeza, de angústias, inseguranças… mas, vai! Deixe-se “pavonear” por aí. Espalhe graça, carisma, beleza (e quando eu falo beleza, refiro-me a interior), brilho, luz, cores, amores. Sejamos, nada além, que felizes! Vale a pena ser lembrado, querido, bem quisto, por essas qualidades. Acredite.

E termino aqui, o meu texto, com uma música do grande mestre Cartola com uma pequena alteração:

“Deixe-me ir preciso andar, vou por aí a pavonear, rir pra não chorar…”

By Flávia Maqui

 

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